BEM-VINDOS

BEM-VINDOS
No início do ano lectivo, ainda na reunião de apresentação com os pais, disse que a escola pública em geral e as turmas em particular são como uma salada de frutas…

É da diversidade de frutos, de cores, de aromas, de origens que são constituídas as saladas mais deliciosas…

Cabe ao cozinheiro juntar os ingredientes na dose correcta, para que a salada seja o mais apetitosa possível…

Neste espaço, que é de todos, vamos tentar, com o contributo de cada um, partilhar experiências, trocar ideias, apresentar sugestões e as actividades que o 5ºC tem vindo a realizar…

Espera-se que este blog seja um espaço de partilha e de encontro, em que cada um dá o seu melhor para benefício do todo… como na salada de frutas!

O director de turma: Paulo Redondo

14 de abril de 2009

Aprender (com a) História: 1383-85- da Crise à Glória Nacional

Nos tempos que correm, ouvimos falar muito de crise.
Mas esta não é a primeira, nem será a última.

Portugal e os portugueses, em alguns momentos da sua História, souberam transformar a crise em glória, respondendo da forma heróica e corajosa a um momento negro - A CRISE de 1383-85.
Na 2ª metade do séc. XIV, Portugal viveu, à semelhança de outros países da Europa, um período de fome, epidemias e guerras. A instabilidade do clima originou maus anos agrícolas e fracas colheitas de cereais e fome. Os alimentos escasseavam e os preços aumentavam. O descontentamento era generalizado e atingia também os grandes senhores do clero e da nobreza, visto que os seus rendimentos diminuíram pela falta de mão-de-obra e pela consequente subida dos salários. A situação do país agravou-se com as guerras em que se envolveu D. Fernando e, após a sua morte, com o problema da sucessão ao trono.



D. Fernando considerava-se com direito ao trono de Castela. Após várias derrotas, em 1383 assinou um tratado de paz, em Salvaterra. Neste tratado constavam as condições do casamento de d. Beatriz com D. João I, rei de Castela, e procurou salvaguardar a independência de Portugal. Mas quando D. Fernando morreu surgiram vários acontecimentos que provocaram uma revolução e levaram profundas alterações na sociedade portuguesa. Quando D. Leonor Teles assumiu a regência do reino mandou aclamar D. Beatriz como rainha de Portugal.



ESQUEMA DA SUCESSÃO AO TRONO




Esta aclamação não agradou ao povo porque temia que Portugal viesse a ser governado por um rei estrangeiro. Para agravar este descontentamento, D. Leonor Teles, tinha por conselheiro um fidalgo galego, o Conde Andeiro. Perante tal situação, Álvaro Pais, antigo chanceler de D. Fernando, planeou uma conspiração para matar o Conde Andeiro. Pediu a participação do Mestre de Avis, cunhado de D. Leonor Teles.



A MORTE DO CONDE ANDEIRO


O povo apoiava o Mestre de Avis o que levou D. Leonor Teles a fugir para Santarém. A agitação enorme e a população dividiu-se: os apoiantes do Mestre de Avis – o povo, a burguesia e a parte do clero e da nobreza, e os apoiantes de D. Beatriz – grande parte do clero e da alta nobreza. Aqueles que apoiavam D. João I foram recompensados.



CERCO DE LISBOA

A burguesia passou a ter maior influência na vida política do país. Resolvida a crise política com a escolha de um novo rei e acalmados os conflitos sociais, faltava resolver a crise económica que se tinha agravado com as guerras da independência.





BATALHA DE ALJUBARROTA

Após assinar a paz com Castela em 1411, Portugal encaminha-se para a conquista e descoberta de novas terras, dando-se o início do período mais grandioso da nossa história – OS DESCOBRIMENTOS!!

Professor Paulo Redondo



D. João I

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